As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?

Mahatma Gandhi

23 de mai. de 2014

O VELHO SÁBIO E O PÁSSARO

Afastado das aldeias, perto de uma montanha morava um velho sábio. Vivia sozinho e de forma bastante austera. Alimentava-se praticamente só das coisas da horta que tinha perto de sua cabana. De quando em vez, algum morador lhe presenteava também com alguma comida. Era muito conhecido por sua sabedoria e muito procurado por todos que quisessem um conselho para tomar alguma decisão ou resolver algum problema. Como dificilmente se afastava de sua moradia, estava sempre lá e podia ser procurado por qualquer um, em qualquer dia.
Também muitas crianças gostavam de andar por lá e escutar o velho falar. Um dia uma criança disse ao velho sábio:
- Tu dás conselhos a todas as pessoas que aqui vêm. Tu sabes falar sobre qualquer assunto. Mas, diga uma coisa: e tu mesmo, quando precisas de um conselho, a quem procuras?
O velho sábio deu um pequeno sorriso e respondeu ao garoto:
- Eu tenho um pássaro. Eu pergunto a ele. E ele me ajuda bastante.
Desde então, espalhou-se em toda região a história do pássaro conselheiro que vivia com o velho sábio. As pessoas de todas as aldeias da região ficaram curiosas para conhecer o pássaro. Muitos espreitavam a cabana do velho sábio por longas horas, para ver se viam alguma coisa. Mas ninguém nunca chegou a ver o tal pássaro. E assim, a curiosidade só aumentava e ninguém tinha coragem de perguntar ao velho sábio onde estava o tal pássaro conselheiro. E os pais aconselhavam os filhos a não tocarem no assunto do pássaro com o velho, pois tal pássaro podia até ser muito perigoso.
Uma vez um grupo de crianças estava conversando com o velho sábio e uma delas, muito curiosa, tomou coragem e perguntou ao sábio sobre o tal pássaro. O velho sábio disse:
- Então queres ver o meu pássaro? É muito simples. Espera um pouco.
O velho sábio entrou na sua cabana e pouco depois saiu de lá com um pássaro de madeira na mão, esculpido toscamente com um canivete. As crianças olharam aquilo meio incrédulas e perguntaram se o velho sábio tinha certeza que este era o pássaro que dava respostas às suas perguntas. E o velho sábio respondeu:
- Eu não disse que o pássaro dá respostas. Eu só disse que este pássaro me ajuda bastante, pois a ele eu faço as perguntas. E faço muitas perguntas. E se eu souber fazer bem as perguntas, já é uma etapa importante na busca das respostas.
“Histórias para dinamizar reuniões” - BERKENBROCK, VOLNEY J.- Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.
 
 
 O Sábio e o Pássaro


Era uma vez, num determinado reino vivia um velho sábio. Ele era o mais sábio dos sábios e nenhuma questão que lhe fosse levada ficava sem solução. Ele sabia tudo de tudo.

Existia nesse reino um rapaz que não se conformava com isso. Ele não aceitava o fato do sábio conseguir decifrar qualquer enigma, fosse ele qual fosse. Durante muito tempo o plebeu ficou arquitetando uma forma de pregar uma peça no sábio.

"Tem que existir uma forma de enganar o sábio. Ninguém sabe tudo"...pensava ele.

Até que um dia descobriu uma forma, a qual nem mesmo o mais sábio dos sábios teria saída.

"Colocarei em minhas mãos, levemente fechadas, um pequeno pássaro vivo e perguntarei ao sábio se o pássaro está vivo ou morto. Se ele responder que está morto, eu abrirei as mãos e o libertarei para o voo. Se ele responder que está vivo, eu o apertarei com os dedos e o matarei.

O sábio não terá saída.

Diante do sábio ele procedeu conforme o seu plano, perguntando se o pássaro estava vivo ou morto.

O sábio olhou bem nos olhos do rapaz e respondeu:

"Meu bom homem, a vida desse pássaro está em suas mãos".

Muitas vezes, por diversas formas, a vida de outro ser está em nossas mãos. Cabe a nós a responsabilidade de escolher entre "matá-lo" ou salvá-lo. Devemos tomar decisões de forma coerente para que possamos dormir com a nossa consciência em paz.
Um grande abraço!!



Read more: http://jorge-menteaberta.blogspot.com/2010/11/o-sabio-e-o-passaro.html#ixzz32YoYMrMc

16 de mar. de 2014

Dias da semana, cores e saudações dos orixás!


Cada orixá existente no candomblé ou umbanda tem uma correspondência com um dia da semana, assim como cores e saudações específicas.

No dia da semana de nosso orixá é comum usar roupas de cores correspondentes a eles, contas na cor do santo, sendo também o dia mais propício a fazer oferendas e alcançar graças, assim como agradecê-las.

Confira agora tudo que corresponde ao seu orixá

Saudações, cores e os dias da semana para cada orixá


Exu, comemorado todo dia 7 como parte de minhas obrigações
Exu, comemorado todo dia 7 como parte de minhas obrigações

Exú – Mensageiro dos orixás

  • Saudação: Laroyê Exú!
  • Cores: vermelho e preto
  • Dia da semana: Segunda-feira

Ogum – O orixá da guerra, é também ferreiro

  • Saudação: Ogunhê
  • Cores: azul, verde
  • Dia da semana: Terça-feira

Oxóssi – O orixá da caça e rei das matas

  • Saudação: Okê arô!!
  • Cores: verde, azul
  • Dia da semana: Quinta-feira

Omolú orixá da medicina
Omolú orixá da medicina

Omolú/Obaluaiê – O orixá da medicina, deus da varíola

  • Saudação: Atotô!
  • Cores: marrom, cor palha
  • Dia da semana: Segunda-feira

Nanã Buruku – a mais velha dos orixás, primeira esposa de Oxalá, deusa da morte

  • Saudação: Saluba Nanã!
  • Cores: lilás, roxo
  • Dia da semana: Domingo

Oxumaré/Bessen – O orixá da riqueza representado pelo arco-íris e pela cobra

  • Saudação: Arroboboi Oxumarê!
  • Cores: amarelo e verde
  • Dia da semana: Terça-feira

Iansã - Orixá das tempestades
Iansã – Orixá das tempestades

Logunedé – O caçador filho de Oxum e Oxóssi

  • Saudação: Olorikim Logun!
  • Cores: amarelo e azul
  • Dia da semana: Quinta-feira

Iansã – Senhora dos ventos e tempestades

  • Saudação: Epahey Oyá!
  • Cores: marrom e vermelho
  • Dia da semana: Quarta-feira

Xangô – Senhor da justiça

  • Saudação: Kao Kabiesilê!
  • Cores: vermelho e branco, marrom e branco
  • Dia da semana: Quarta-feira

Oxum – Orixá do amor, da fertilidade e maternidade

  • Saudação: Ora yê yê ô!
  • Cores: amarelo
  • Dia da semana: Sábado

Iemanjá – Deusa do mar, segunda esposa de Oxalá    


Oxum é a deusa da beleza e graciosidade comemorada em 08 de dezembro

  • Saudação: Odò ìyá!
  • Cores: prata e branco
  • Dia da semana: Sábado

Ossaim – O orixá das plantas

  • Saudação: Ewê ô!
  • Cores: verde e branco com lista vermelha
  • Dia da semana: Quinta-feira

Obá – orixá dos ventos e redemoinhos

  • Saudação: Obá Xiré Yá!
  • Cores: rosa, coral
  • Dia da semana: Quarta-feira

Irokô – O orixá do Tempo

  • Saudação: Iroko y Só! Eeró!
  • Cores: branco, cinza
  • Dia da semana: Terça-feira

Oxalá/Oxaguiã/Oxalufã – O orixá maior

  • Saudação: ÈPA BÀBÁ !
  • Cores: Branco
  • Dia da semana: Sexta-feira
  • Fonte:  http://www.raizesespirituais.com.br/orixas-cores-saudacao-dia

15 de mar. de 2014

Frases de grandes líderes espirituais

As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo? Mahatma Gandhi
 Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar. Nelson Mandela 
 Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo. Martin Luther King 
 Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele. Martin Luther King 
 Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito. Martin Luther King

Buda e seus ensinamentos

Sidarta Gautama nasceu há cerca de 2.500 anos, filho único do grande rei Sudodana, de Kapilavastu, no norte da Índia. Sua mãe era a bela rainha Maya. Ele foi um menino como outro qualquer, cheio de ambição e energia. Por ser o príncipe herdeiro, recebeu a melhor educação possível na época. Era o melhor dentre os cavaleiros, excelente lutador e arqueiro, bem como um gênio mental. Ao crescer, interessou-se em descobrir a causa de todos os sofrimentos da vida. Tornou-se contemplativo, perdeu o interesse pelos esportes e pela política e, apesar do pedido do pai para que assumisse o trono, abandonou o belo palácio paterno e tornou-se um buscador da verdade. Tinha então 29 anos. Nos seis anos seguintes, percorreu todo o país procurando mestres e ensinamentos através dos quais pudesse resolver os muitos problemas da vida. Primeiro, foi aos brâmanes e tentou, com sua filosofia, resolver os problemas humanos. Depois estudou com um grupo de ascetas, adotando sua vida severa e contemplativa. E assim ele prosseguiu, durante seis anos, estudando todas as escolas de religião e filosofia; inutilmente, no entanto. Nenhuma daquelas escolas lhe oferecia uma resposta satisfatória. Certo dia, depois de banhar-se nas águas do Nairanjana, sentou-se sob uma figueira e meditou, e ali, após aqueles anos de observação e experiência, finalmente descobriu a verdade, alcançou a iluminação e chamou a si mesmo de Buda . Tinha então 35 anos. Até aquele momento, o príncipe Sidarta não era Buda. “Buda” é um termo sânscrito que significa “O Iluminado”. Buda não foi uma divindade, nem qualquer espécie de deus, nem um profeta como há em muitas outras religiões. Buda foi um homem que encontrou a verdade e viveu a verdade. Buda viveu até os 80 anos e, assim, durante quarenta e cinco anos, ensinou o caminho de vida que ele próprio encontrara. Foi um filósofo, psicólogo e líder espiritual prático e realista. Foi o primeiro a negar o sistema de castas, dizendo que um homem deve ser julgado por suas qualidades e não por seu nascimento. Portanto, contra o forte conformismo de sua época, foi corajoso o bastante para denunciar o rígido sistema de castas da Índia. Foi contra os complexos rituais religiosos daqueles dias; aboliu os conceitos antropomórficos e não acreditava na idéia dualística de um eu ou alma independente, enquanto entidade separada. Explicou que todas as coisas estão relacionadas umas às outras pela Lei de Causa e Efeito. Buda, após sua iluminação, deu seu primeiro ensinamento no Parque do Cervo, nos arredores da cidade de Benares. O teor daquele primeiro sermão foram as célebres Quatro Nobres Verdades e a Senda Óctupla, que constituem o alicerce dos ensinamentos budistas. O ensinamento de Buda não é teologia nem metafísica. Buda não especulava sobre o incognoscível, tal como um insondável começo ou fim. Não há começo nem fim na eternidade. Ele não conceituou a eternidade. A eternidade é o agora. O momento presente inclui o passado eterno e o eterno futuro. Este é o eterno-presente. Buda estava interessado no presente. Existem muitos problemas urgentes e prementes exatamente aqui e agora na nossa vida. Resolver os problemas presentes é também resolver os problemas passados e futuros. Os ensinamentos de Buda surgem a partir das suas próprias observações e experiências na vida neste mundo. As Quatro Nobres Verdades são: O reconhecimento do sofrimento . Não precisamos reconhecê-lo – nós o temos. Temos muito sofrimento, miséria e problemas em nossa vida. Que a vida envolve sofrimento é um fato, e foi exatamente esta afirmação de um fato – de que todos os seres estão sujeitos ao sofrimento – a primeira das Quatro Nobres Verdades afirmadas por Buda. Não era uma teorização ou especulação, mas sim os fatos da vida, da existência. A causa do sofrimento. Não existem milagres no budismo; o sofrimento tem causas definidas. Buda foi como o médico que examina um paciente e descobre a causa de sua doença. Por esta razão, ele era freqüentemente chamado de médico da vida. A causa do sofrimento é a ignorância. Superar ou transcender as causas do sofrimento. A ignorância, causa do sofrimento, pode e deve ser superada ou transcendida. Portanto, o budismo é o caminho da Iluminação. O caminho para superar a causa do sofrimento. O caminho é a Senda Óctupla. A Senda Óctupla é simbolizada pela Roda da Lei ou Roda da Vida ( dharmachakra ), que é o símbolo internacional do budismo. Os oito raios da roda representam os oito caminhos da vida ou da lei, que estão em movimento. A roda simboliza o movimento. A vida é dinâmica e está sempre em movimento. Os oito raios partem do ponto central, que simboliza a verdade, e são circundados pelo aro ou borda, que representa a sabedoria e a compaixão. A Senda Óctupla compreende: a compreensão correta, o pensamento correto, a palavra correta, a conduta correta, o esforço correto, a ocupação correta, a atenção correta e a meditação correta. Ao vivermos a Senda Óctupla, podemos superar as causas dos problemas e do sofrimento. Os freqüentes mal-entendidos e a falta de compreensão na vida particular ou doméstica e na vida social e internacional mostram o quanto precisamos da compreensão correta em nossa vida. Precisamos de uma correta compreensão das coisas, dos eventos e dos relacionamentos, bem como da própria vida, a fim de podermos superar os muitos problemas causados pela ignorância. O Sentido desse “correto”, conforme usado ao longo da Senda Óctupla, é muito importante. Não se trata de certo em contraposição a errado. Trata-se de correto no sentido absoluto, não em sentido moral e relativo. Existe apenas o correto. Correto é o correto transcendido, o qual está acima e além da dualidade certo/errado. O correto – ou a verdade – muda conforme as diferentes situações, condições e épocas. Não existe um correto – ou uma verdade – imutável, permanente ou estático. Portanto, o termo “correto” é usado em um sentido absoluto e religioso, não em um sentido ético ou moral. A ocupação correta significa o trabalho ao qual uma pessoa pode dedicar toda a sua vida. É um trabalho de vida. Muitas pessoas acham que o trabalho é apenas um meio de “ganhar a vida”. Escolhem um emprego por causa do salário, do prestígio ou porque é fácil. Porém, ocupação correta significa a própria vida. Todo trabalho é nobre e correto se for o trabalho da vida de uma pessoa. A vida de dedicação é a ocupação correta, e a ocupação não-correta traz contínuos problemas e sofrimentos para nós mesmos e para os outros. A ocupação correta é muito importante na vida moderna. Buda vê o mundo em que vivemos como mudança contínua. Todas as coisas mudam, nada é permanente. Todas as coisas materiais, idéias, ideais, caráter e personalidade, princípios morais, culturas, condições econômicas, situações políticas e tudo o que existe está em constante mudança. Por causa dessa contínua mudança de todas as coisas, estamos constantemente precisando enfrentar novas situações e isto cria muitos problemas e, com freqüência, sofrimentos. Já que estamos sempre nos defrontando com problemas, a visão budista da vida – de que a vida está sempre sujeita ao sofrimento – é muito verdadeira. A ignorância é a causa de todos os problemas e sofrimentos. A ignorância sobre nós mesmos é a maior de todas as ignorâncias. O primeiro ensinamento de Buda na busca do caminho foi: antes de tudo, conhecer a si mesmo. Sócrates devotou toda a sua vida ao “conhece-te a ti mesmo” e Buda ensinou o mesmo caminho. Uma pessoa precisa saber o que ela é antes de poder fazer alguma coisa para alcançar a paz, a felicidade ou a liberdade. Muitas pessoas pensam saber o que são, mas devemos lembrar que o “eu” de ontem não é o “eu” de hoje nem o “eu” de amanhã. Estamos continuamente vivendo uma nova vida. Não existe um eu imutável. Esta é a doutrina do “não-eu”. O que “eu sou” é o somatório de outras coisas e pessoas. Não existe um eu – ou alma imutável e eterno. Isto não significa a negação da individualidade. Buda enfatizou a singularidade e a importância do indivíduo. “Seja você mesmo” é o ensinamento importante do budismo. Porém, não devemos nos apegar ao conceito de um eu imutável. Todos os ensinamentos de Buda apontam para a imediação, a espontaneidade, o desapego, a não-dualidade e a unidade da vida. Embora Buda tenha nascido há 2.500 anos, na Índia, sua vida está sempre nova e vigorosa em mim, aqui, hoje, no Ocidente. Somente quando me vejo verdadeiramente, sinto em mim a presença de Buda Gautama. Sua vida é a minha vida; minha vida é a vida de todos. Toda a vida é uma. Esta é a vida de Buda Gautama. O texto acima é do livro ”Budismo Essencial” de Gyomay Kubose

6 de mar. de 2014

PRECES

Preces O pensamento me leva a voar Senhor, eu te agradeço! Não posso andar, Mas meu pensamento vai aonde eu quiser. Não me levanto, Mas meu espírito sobe em busca da luz. Não sinto parte do meu corpo, Mas o amor que me rodeia me toca por inteiro. Minha voz pode ecoar no universo em favor de meu irmão. Meus braços podem abraçar a humanidade. Meu trabalho é grande e pode ficar muito maior, Porque tenho grande quantidade de energia, Pois ela emana de ti, fonte inesgotável. Senhor, eu te agradeço Por me ensinar a reparar nas partes mais sutis do meu ser, E por desviar minha atenção egocêntrica, Ampliando minha visão para a família humana. Senhor, eu te agradeço, Porque me criaste para ser útil E agora eu tenho plena consciência disso. Senhor, eu sinto dores, Mas elas também têm sua utilidade: Evidenciam o amor de minha esposa e de meus filhos, Fortalecem minha esperança, Me fazem acreditar na ciência. Hoje, dou atenção às dores dos outros, Porque conheço a dificuldade de não ser compreendido. Vejo com olhos compassivos a insensibilidade, o egoísmo, a indiferença e as reclamações de pessoas que me rodeiam, porque sei que elas ainda acordarão para um chamado teu. Roberto Rodrigues Rios tem deficiência física. É jornalista, radialista e palestrante espírita. Site: www.saci.org.br 
 Prece árabe Senhor, nosso Deus, tua ajuda e tua ternura curam nossas feridas. Tua bondade e tua generosidade enriquecem nossa pobreza. Tua proteção nos liberta do medo. Tua força reanima nossa fraqueza. Teu amor generoso satisfaz nossa carência. Tua riqueza cumula de bens o nosso nada. Ali Ben Husayn
 Prece judaica Tu és glorificado com todos os louvores, Tu, que guias o teu mundo com bondade E tuas criaturas com clemência A ti somente rendemos graças Mesmo que nossa boca fosse cheia de cânticos Como o mar de águas Que nossa língua transbordasse de júbilo Como o mar de ondas Nossos lábios de glorificação como o firmamento do céu Mesmo que os nossos olhos resplandecessem Como o sol e como a lua E as nossas mãos fossem abertas Como as asas da águia nos céus E os nossos pés ligeiros e velozes como os do veado Não estaríamos na altura de reconhecer Os teus merecimentos, Ó Eterno nosso Deus e Deus de nossos pais. Sidur, livro de orações do judaísmo 
 Uno, débil e forte Minha alma me mostrou Que não sou maior que um pigmeu Nem menor do que um gigante. Antes, via a humanidade Dividida em dois lados Um débil de que me compadecia Um outro forte que eu seguia. Aprendi agora A ser como um e outro Feito dos mesmos elementos. A minha origem é a sua origem A minha consciência é a sua consciência O meu peregrinar é o seu peregrinar. Se se elevam, subo com eles Se permanecem inertes Sua inércia me pervade. Kahlil Gibran, Para além das palavras, Paulinas

5 de mar. de 2014

Leonardo Boff fala de Jung e Espiritualidade Parte 2

Leonardo Boff fala de Jung e Espiritualidade Parte 1

COMO A PÁSCOA É CELEBRADA NAS DIFERENTES RELIGIÕES? No Censo de 2000 está lá: a maioria dos brasileiros (73,8%) é católica, porém, existe uma parcela de 26,2% que não pode ser esquecida. São evangélicos (protestantes ou pentecostais), espíritas, umbandistas, candomblescistas, judeus e adeptos de tantas outras crenças. Diante de todas essas diferenças e às vésperas da data considerada a mais importante do Cristianismo – a Páscoa –, fica a pergunta: como essa ocasião é celebrada pelas religiões. Jesus Cristo CATÓLICOS – Para o padre Seno Wickert, essa é a festa mais importante dos cristãos. “Representa a vitória sobre a morte”, frisou. Ele acrescenta ainda que se trata de um morrer com Cristo e, posteriormente, uma avaliação pessoal se podemos ressuscitar com Ele. Wickert lembrou também a Campanha da Fraternidade, que é lançada sempre no início da Quaresma e este ano tem como tema a Amazônia. “Não foi à toa que a Igreja o escolheu. A natureza, como um todo, está precisando ressuscitar. Cabe a nós esse papel”, ressalta o padre. Os católicos adotam como símbolos, além do coelho, que representa a fertilidade e esperança de uma nova vida, o círio pascal (fogo novo) e a água, que é abençoada. “São símbolos litúrgicos”, lembra o padre. 
EVANGÉLICOS (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil) – De acordo com o pastor Cesar Antônio de Neiverth, a comemoração da Páscoa para os evangélicos luteranos não difere muito dos católicos. “Nós cremos na ressurreição do corpo e da alma”, disse Neiverth. A simbologia pascal da Igreja Evangélica Luterana também se utiliza do coelho. “Vemos nele a fertilidade, a vida, mas com o porém de que a Páscoa não é somente uma festa comercial”, justificou.
 EVANGÉLICOS (Igreja Batista Nacional) – Os evangélicos pentecostais da Igreja Batista Nacional acreditam que este seja um período de muita introversão. Eles, igualmente, crêem no fato que Cristo tenha ressuscitado. “No contexto bíblico judaico, que é o que seguimos, esse é um período que marca a saída do povo egípcio do cativeiro e a entrada dele na terra prometida. É, portanto, uma situação nova, de libertação”, esclarece o pastor Alessandro Marques. O símbolo desta religião é o cordeiro, cujo representa o corpo de Jesus. 
 UMBANDISTAS – Os umbandistas, segundo a praticante Idê Cecília Bartz, não comemoram a Páscoa. “Inúmeras outras datas do calendário católico, nós também festejamos, mas essa não”. Entretanto, ela adverte que, embora não faça parte desta crença aceitar a ressurreição, respeita-se àqueles que a tem como uma verdade.
 ESPÍRITAS – Os espíritas, apesar de não comemorarem datas consagradas por outras religiões, dogmas, respeitam as manifestações de religiosidade de todas as Igrejas cristãs. De acordo com o palestrante espírita Braulo Job, a Páscoa ou Passagem denota a libertação dos hebreus, escravizados no Egito durante séculos. “Para nós, ainda que sejamos uma doutrina cristã, Jesus apareceu a Maria de Magddala e aos discípulos com o corpo espiritual (perispírito) sem derrogar as leis naturais”, disse. Desiguais ou parecidas? Segundo o professor do curso de Filosofia da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e doutor em Estudos Clássicos, Edgar Affonso Hoffmann, a celebração religiosa da Páscoa abarca uma espécie de visão muito etnocêntrica. “Facilmente olhamos e interpretamos o mundo a partir de nossa posição e cultura ocidental. Por isso, a Páscoa é festa religiosa profana nos países onde predominam a cultura e a religião cristã e judaica”, acentuou. Para Hoffmann, apesar da origem e inspiração religiosa, a Páscoa assumiu feições folclóricas e consumistas. “É motivo de gastos com presentes especialmente de guloseimas. Coelhos e ovos de chocolate foram introduzidos ao longo da história por povos de diferentes origens e isso, a rigor, não tem nada a ver com origem da festa”, finalizou.
O que é a Quaresma?
A quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa. É tempo para nos arrepender de nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e poder viver mais próximos de Cristo. A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esfoço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de Deus. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, de penitência, de conversão espiritual; tempo e preparação para o mistério pascal. Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Nos convida a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos mais de Deus. Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a Deus e aos irmãos. Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição. 40 dias A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Nesta, é falada dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias e Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito. Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provações e dificuldades. A prática da Quaresma data desde o século IV, quando se dá a tendência a constituí-la em tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Conservada com bastante vigor, ao menos em um princípio, nas Igrejas do oriente, a prática penitencial da Quaresma tem sido cada vez mais abrandada no ocidente, mas deve-se observar um espírito penitencial e de conversão.

Icelo

Ícelo Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Na mitologia grega, Ícelo (Ikelos, "aparência") ou Fobetor (Phobetor, "assustador") é um dos Oneiros, personificações do ato de sonhar. De acordo com Hesíodo,1 Fobetor é filho de Nix, deusa primordial da noite, produzido partenogeneticamente ou, segundo o autor romano Cícero ,2 com Érebo, a personificação da escuridão. Fobetor tem a capacidade de aparecer no reino dos mortais na forma de diversos animais e alterar sua forma física para interagir com os mortais neste mundo; personificação dos pesadelos, aparece nos sonhos na forma de animais ou monstros. Entre os próprios deuses, no entanto, é conhecido pelo seu nome real, Ícelo; juntamente com seus irmãos vive na terra dos sonhos (Demos Oneiroi), parte do Hades, o mundo inferior dos antigos gregos.

Hypnos: o deus grego do sono

Hipnos Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Hipnos e Tânato, de John William Waterhouse. Na mitologia grega, Hypnos ou Hipnos (em grego: Ὕπνος, lit. "sono") é o deus do sono. Personificação do sono, e da sonolência; mas não do cansaço no que diz respeito á fadiga. Hipnos é um dos daemons gregos: deuses que interferem no espírito dos mortais. Segundo a Teogonia de Hesíodo, ele é filho sem pai de Nix (Νύξ), a deusa da noite;1 outras fontes dizem que o pai é o Érebo (As Trevas Primordiais, que personifica a escuridão profunda e primitiva que se formou no momento da criação). Tem nove irmãos, entre os quais o mais importante é seu gêmeo Tânato, (Θάνατος) a personificação da morte. Tanto que em Esparta, é comum sua imagem ser colocada sempre ao lado da morte, representada por seu irmão. Seus outros irmãos nasceram apenas da vontade de Nix ou da ajuda de Érebo. Seu equivalente romano é Somnus

Morfeu: o deus grego dos sonhos

Morfeu (do grego Μορφεύς, "moldador [de sonhos]") é o deus grego dos sonhos. Morfeu tem a habilidade de assumir qualquer forma humana e aparecer nos sonhos das pessoas como se fosse a pessoa amada por aquele determinado indivíduo. Seu pai é o deus Hipnos, do sono. Os filhos de Hipnos, os Oneiros, são personificações de sonhos, sendo eles Ícelo e Fântaso. Morfeu foi mencionado na obra Metamorfoses de Ovídio como um deus vivendo numa cama feita de ébano numa escura caverna decorada como flores. A droga morfina tem seu nome derivado de Morfeu, visto que ela propicia ao usuário sonolência e efeitos análogos aos sonhos. Quando uma pessoa augura: vá para os braços de Morfeu, sugere dormir bem.

28 de jul. de 2013

TV PUC-Rio - Especial JMJ: Encontro inter-religioso

Francisco, mensageiro de alegria e esperança

Francisco, mensageiro de alegria e esperança
Faustino Teixeira PPCIR-UFJF
Num dos mais bonitos e sensíveis documentos do Concílio Vaticano II (1962-1965), sobre a Igreja no mundo de hoje (Gaudium et Spes), encontramos uma chave importante para entender o pontificado de Francisco: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo” (GS 1). A viagem de Francisco ao Brasil traduz maravilhosamente essa busca de sintonia com o tempo, de testemunho evangelizador, de compromisso com o outro e de abertura dialogal. O papa que em sua chegada ao país pede licença para acessar o Povo Brasileiro, conquistou, de fato, o seu coração. É um encanto e sedução generalizados, que não se reduz ao circuito da Igreja católica. Dizia em sua chegada que o objetivo de sua viagem era o de “alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração”. Esse objetivo foi realizado com sucesso, e por várias razões: pelo carisma de Francisco, pelo seu sorriso despojado, pelo seu testemunho de humildade, por sua atenção e generosidade, bem como sua coragem de anunciar um jeito novo de ser Igreja. Mas também acrescentaria, talvez como um segredo maior, sua linda experiência de Deus. Trata-se de alguém que se deixa “surpreender por Deus”, pelo toque inusitado de seu amor, e isso se irradia como fragrância sedutora por todo canto. Passos importantes de sua presença no Brasil já foram bem destacados, como a profética mensagem para a comunidade de Varginha, no complexo de favelas de Manguinhos. Ali pôde sinalizar que o traço de solidariedade é a grande lição que a gente simples do Brasil tem a oferecer ao mundo inteiro. E, curiosamente, foi esse o traço singular que envolveu a dinâmica das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e seu projeto de Igreja que ecoou por toda parte. Francisco busca resgatar vivamente essa lição. Na continuidade de sua peregrinação ao Brasil, a data de 27 de julho fica também marcada com os traços de sua presença acolhedora e profética. Uma parte importante do dia dedicou sua fala aos ministros da Igreja católica, seja no início da manhã, em missa realizada na catedral metropolitana do Rio de Janeiro, como no almoço oferecido no Palácio São Joaquim. Nos dois espaços, o tema da evangelização ganhou um lugar de destaque. Em sua homilia durante a missa, Francisco sublinha os três aspectos que devem animar os ministros na sua tarefa de anúncio evangelizador: a consciência do chamado de Deus, o compromisso do anúncio do Evangelho e a promoção da cultura do encontro. Enfatizou a importância de um anúncio animado pela coragem e ousadia. Como bem sinalizou Paulo VI na Exortação Apostólica, Evangelii Nuntiandi, evangelizar é “tornar nova a própria humanidade” (EN 18). Assim também o entende o papa Francisco. Mas adverte que o “permanecer” em Cristo não significa ensimesmamento ou entrincheiramento eclesial, mas “um permanecer para ir ao encontro dos demais”.

27 de jul. de 2013

ESTADO LAICOSerá fundamental a contribuição das grandes tradições religiosas, que desempenham um papel fecundo de fermento da vida social e de animação da democracia. Favorável à pacífica convivência entre religiões diversas é a laicidade do Estado que, sem assumir como própria qualquer posição confessional, respeita e valoriza a presença do fator religioso na sociedade, favorecendo as suas expressões concretas"

26 de jul. de 2013

ENSINO RELIGIOSO HOJE

O Ensino Religioso, disciplina escolar, desenvolve-se como uma área de conhecimento que recobre uma das manifestações mais antigas, diversificadas e ricas dos seres e dos grupos humanos: o fenômeno religioso. Tal é sua diversidade, porém, que uma das grandes tentações do professor de Ensino Religioso seria pretender classificar todas as expressões religiosas num determinado gênero, as religiões, por exemplo. E, ainda, considerar que sua disciplina, como outros setores das ciências humanas, deve-se ocupar unicamente do que é comum a todas as religiões, deixando de lado o específico de cada religião, para não correr o risco de proselitismo. Em termos técnicos, desde que no século 19 tomou-se consciência da diversidade religiosa, que viu nascer o estudo comparativo das religiões, a expressão fenômeno religioso passou a ter um valor transcendental ou analógico, designando formas substancialmente diversa do ser humano responder por ritos e mitos, ao anseio de transcendência inscrito no fundo de si mesmo. A opção de falar das religiões como se fosse um gênero, buscando o que seria comum a todas elas, além de pouco científica, desconhece a realidade dos fatos. Pouco científica porque hoje, mais do que nunca, valoriza-se a ciência capaz de captar a diversidade existente no seu campo de observação e de estudo. Desconhece a realidade dos fatos porque, como demonstram inúmeros exemplos práticos, operaria um verdadeiro nivelamento por baixo, levantando a suspeita de que o Ensino Religioso tende a esvaziar cada uma das religiões no que tem de próprio e de específico, era favor de uma religiosidade genérica e de uma espiritualidade politicamente correta talvez, mas superficial e desconhecedora do vigor da fé. Não se pode negar que a fé, quando autêntica, está na gênese de todos os ritos, dos mitos, das práticas e das instituições religiosas, pois é ela que sustenta a vida, muito mais do que uma simples religiosidade genérica. É a fé que anima a atividade dos verdadeiros religiosos, a começar pelos que estão dispostos a dar a vida pelo que acreditam, sem que possam ser acusados de fanatismo, como os mártires, encontrados em todas as tradições religiosas, das origens cristãs ao holocausto, sem menosprezar a qualidade moral e espiritual de suas muitas manifestações freqüentem ente classificadas de fanatismo.

1
O culto de Dioniso datava da época micénica, sendo talvez originário da Trácia. Dioniso era entre os Gregos uma divindade associada à fecundidade e ao vinho.
O seu culto não tinha um santuário fixo, sendo praticado onde quer que existisse um grupo de adoradores do deus. Esses adoradores eram na sua maioria mulheres, sendo designadadas como Ménades ou Bacantes.
Durante o Inverno as Bacantes, descalçadas e vestidas com roupas leves, com peles de gamos sobre os ombros, subiam às montanhas cobertas de neve para se entregarem a danças agitadas. Estas danças frenéticas forneciam aos adeptos um sentimento de liberdade e força, sendo atribuído às Bacantes actos impressionantes, como desenraizar árvores. Levavam consigo um bastão – denominado tirso – envolto com heras e encimado por uma pinha. As mulheres caçavam também animais que consumiam crus (omofagia), acreditando que com este acto adquiriam a vitalidade do deus. Este parece ter sido o ponto principal do culto, embora também se especule que a promessa da imortalidade figurasse igualmente nele.

2 de jun. de 2013

Origem das festas juninas

História da Festa Junina e tradições























Origem da Festa Junina

Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que está festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.

De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal).

Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.

Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.

Festas Juninas no Nordeste

Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.

Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas.


Comidas típicas 


Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, curau, milho cozido, canjica, cuscuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos.
Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bom bocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.

Tradições 

As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.

No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.

Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.

Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.

http://educacaodareligiosidade.blogspot.com.br/2008/06/histria-da-festa-junina-e-tradies.html

Plaquinhas para enfeitar

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